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5 de julho de 2026

O CAMINHO DO RISCADO parte 03

             No período de transição entre o término dos desenhos de  Subversivos: Companheiro Germano  e sua publicação em 2000, pela editora independente do André Diniz, a Nona Arte, comecei finalmente a trabalhar nos desenhos de Yeshuah , dentro desse nova ideia, dessa nova intenção de me expressão através desse traço mais solto e totalmente descompromissado com os maneirismos do traço acadêmico, realista. Vale acrescentar somente a título de curiosidade que, nesses primeiríssimos anos de produção dos desenhos da hq, a ideia era que Yeshuah, então sem subtítulo, como os três volumes bem posteriormente viriam a ter, fosse um obra só. Tivesse o tamanho que fosse. Claro que, na situação que vivia o cenário das Histórias em Quadrinhos Brasileiras, daquele período, onde praticamente nada se publicava, com excessão de um ou outro lançamento e muitos ligados ao cenário independente ou de pequenas editoras, era algo muito inviável e de difícil realização. Mas esse raciocínio lógico não me impediu a intenção, muito menos o processo de feitura do quadrinhos. Mas isso é uma outra história.


            E assim, foi seguindo a produção de Yeshuah, onde ano após ano, enquanto trabalhava nos desenhos, produção essa que durou de 1999 até 2013, paralelamente fui produzindo alguns outros quadrinhos e lançando-os, como a adaptação de Auto da Barca do Inferno, Histórias do Clube da Esquina, além de várias histórias curtas feitas na colaboração para muitas revistas mix, que começaram a surgir à partir de meados da primeira década dos anos dois mil, principalmente através do movimento do coletivo Quarto Mundo. Através de toda essa intensa produção fui entendendo e me solidificando na linha de desenho que buscava. Solta, sem anatomia correta, pode se dizer assim, embora não existe muita escapatória, pois sempre existe uma, mesmo que seja do seu jeito de fazê-la. Com boa dose de estilização e traço caricatural. Buscando sempre uma forte expressão física, gestual, para que a dramaticidade, ação, humor ou seja lá o que o momento pedisse na cena, chegasse primeiro ao leitor que só apenas a visão do desenho em si. 

            Essa descoberta e uso dessa nova forma de desenhar no meu trabalho, foi muito alicerçado pela arte-final, onde em um primeiro período foi todo executado com a firmeza e graça do pincel, bico de pena e canetas do tremendo artista Omar Viñole, e depois por mim, que assumi toda essa parte, movido por um gigantesco desejo de dominar toda essa parte da produção, como lá atrás, já fazia, muito embora sem técnica alguma, porém, com muita vontade e era nesse quesito, aliás,  que busquei trazer de volta, quando voltei a arte-finalizar meus desenhos. Nesse período, minha finalização era muito em cima de hachuras, processo trabalhoso, mas que trazia à página um belo vislumbre final.



            Em alguns casos, a página levava mais que um dia para finalizá-la, ou até mais que isso. Em Yeshuah, isso ocorreu inúmeras vezes, devido a páginas carregadas de detalhes e excessos de hachuras, que, mesmo então, contando com o nanquim do Omar Viñole, meu lápis já se preocupava em cometer esse excesso, indicando já o caminho de finalização para ele. Tudo que fosse necessário, pois a ideia era então, impactar mesmo.

            E é aí que entramos em uma terceira fase dessa trajetória na busca de um traço que expressasse o momento, as coisas que queria dizer e mostrar.  Foi em um período por volta de 2018, quando todo esse excesso gráfico começou a me incomodar, a me cansar. Dentro de minha observação, mesmo adorando o resultado de muitas hq's longas e curtas que lia, dentro desse acabamento, percebia que algo incondicionalmente estava novamente acontecendo: a vontade de mudar.  Meus olhos começavam a procurar quadrinhos e artes de caras como Alex Toth, José Muñoz, Flavio Colin, Hugo Pratt, mestres do grafismo e principalmente da síntese. Isso era o que estava assoprando na minha orelha. 

14 de dezembro de 2025

QUANDO ALGUMAS COISAS REAFIRMAM O PORQUE DE SE FAZER


      Dias atrás, durantes algumas postagens que fiz comentando sobre minha participação na edição 2025 da CCXP, escrevi sobre como esse ano havia extrapolado a quantidade de autógrafos e consequentemente de pessoas, que trouxeram tanto a edição integral como os três volumes de Yeshuah. Mas realmente a coisa pegou bonito. Foram 42 autógrafos entre quinta e domingo, sendo que 38 foram para a edição compilada (Yeshuah absoluto) e quatro para as edições em volumes. Gente de todos os cantos do país: Curitiba, Belo Horizonte (uma parte turma do grupo do WhatsApp do canal Fora do Plástico), Bahia, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, enfim, bacana demais!!! Quero agradecer imensuravelmente e de todo o coração a cada um de vocês e, com certeza absoluta falo isso também em nome do parceiro na arte-final dessa obra, o Omar Viñole.

Mas, peço a gentileza a todos vocês que levaram seus volumões do livro, para deixar um agradecimento especial ao “pai da Bia”, que foi responsável por um dos momentos mais marcantes, sensíveis, da minha vida e da minha carreira como autor. Como artista. O Clenio...
Bia, faleceu há quatro anos, tinha 15 anos, deixando aquele vazio imensurável no coração, na vida de seus pais... em especial, no Clenio, e foi ao levar unicamente um exemplar de “Onde tudo está” na CCXP, terceiro e último volume do Yeshuah, que esse pai notou que dentro da edição havia uma pequenina lembrança da filhinha que ele havia esquecido que estava lá: um marcador de livro, feito a mão por ela... a conexão aconteceu ali... como se um recado da Bia aos pais, como disse ao Clenio, dizendo que “está tudo bem, que a vida, enfim, de algum modo deve seguir em frente”. Claro, a emoção se espalhou naquele pedaço de universo de duas pessoas juntas conversando. E eu agradeci muito a esse rapaz por de certa forma, ter sido responsável por esse elo entre pai e filha. Não há muito mais o que dizer, nem quero. A não ser agradecer mais uma vez e em público ao pai da Bia, e à própria Bia, por esse momento... tão... bonito... encantado... Espero que pai e filha fiquem bem.

Grato a ambos, por ensinar-me mais um pouco e por ter podido participar desse breve encontro.
Por isso a arte é fundamental.

8 de dezembro de 2025

AUTOGRAFANDO EXEMPLARES DO YESHUAH

Com o Leonardo, um dos tantos leitores da hq que estiveram presentes

Não falha! Todos os eventos de quadrinhos/cultura pop que participo, seja em que local for do país, sempre tem leitores que trazem seus exemplares de Yeshuah absoluto para eu autografar. É um negócio que me deixa tremendamente emocionado, lisonjeado, feliz, enfim, não tenho adjetivos. Nessa edição de 2025 da CCXP a coisa extrapolou, pois a quantidade de Yeshuahs que autografei nesses dois dias de evento foge a regra. Gente de Curitiba, Belo Horizonte, Bahia, Rio de Janeiro. Pessoal encara horas de carro e ônibus para vir ao evento, trazendo em suas mochilas/malas exemplares (às vezes mais de um) meio pesadinho, pois o livro tem 500 páginas, capa dura, aquelas coisas para ganhar um autógrafo em suas edições. Quero de todo meu coração (e com certeza, em nome do Omar Viñole, meu parceiro nesse livro) agradecer a todos vocês pelo imenso carinho para com esse trabalho. Afinal foi feito para vocês.

11 de abril de 2023

AS TENTAÇÕES DE TODOS NÓS

Capa do novo livro

           Durante a primeira década dos anos dois mil, estava completamente absorvido na produção de Yeshuah que viria a ser publicado inicialmente em três volumes, sendo que os dois  primeiros foram lançados justamente no final dessa primeira década. Durante a produção dessa hq, roteiro e  desenhos, houve uma intensa pesquisa de minha parte para conhecer o máximo possível sobre a figura de Jesus e assim poder trabalhar dentro de um outro campo em seu enredo e foi justamente nessas imensas pilhas de livros que estudei que  deparei com a história... ou o mito, enfim, de Santo Antão, por acaso. Não me recordo agora mas também não importa tanto, em meio a livros sobre o cristianismo e sua história, estava lá em alguma citação provavelmente sobre o egípcio que durante sessenta anos de sua vida viveu no deserto em busca de um grau elevado de espiritualidade. Antão é tido como o primeiro asceta do cristianismo (segundo o dicionário: antes da instituição dos mosteiros, devoto dedicado a orações, privações e mortificações, sem ter pronunciado votos.) e nessa sua jornada mística e espiritual teve um confronto constante com Satanás que tinha o intuito de vencê-lo em seu objetivo e para isso o anjo caído fez uso de todas as armas possíveis, entre elas a luxúria, o sexo, os desejos da carne. Ao termino desse primeiro contato com a história do santo vi que em sua jornada e enfrentamento estava muita coisa que poderia representar, criar metáforas sobre buscas que sabia que existiam em meus quadrinhos, mesmo até nos mais descompromissados: o sagrado e o profano.

            Nesse mesmo período da produção de Yeshuah, paralelamente produzia a série erótica da personagem Tianinha, onde vale dizer  durou nove anos de publicação mensal dentro da revista masculina Total. A personagem loira que durante um certo período ganhou grande fama na internet, que então estava começando a criar vida muito longe do que é atualmente, fama essa que alavancou sua popularidade nas bancas e com os leitores, trazendo vez ou outra um número exponencial de vendas. Tianinha trazia muito do meu pensar sobre sexo: da relação entre pessoas, do que é permitido e principalmente nesse ato que à princípio praticado por duas pessoas, onde todos se tornam iguais. Mas, ao mesmo tempo também realizava uma profunda busca espiritual na hq e dentro de mim em Yeshuah. Foi nesse mesmo período que fiz meus primeiros trabalhos xamânicos, experimentando a expansão da consciência que foram fundamentais, divisores de água, para minha vida e para meu trabalho nos quadrinhos. 

         Com essas duas compensações na balança, de novo, o sagrado e o profano, vamos tratar assim, que quando tomei conhecimento da história de Antão, como disse, vi nele a metáfora a se trabalhar para entender o que é isso dentro do que crio... por que o sexo e o prazer? por que a busca e o entender Deus ou o que pode se entender como? e principalmente o equilíbrio da fé. A fé que antes de qualquer religião é um estado primordial para nossa existência terrena.

           

A tentação de Santo Antão por Salvador Rosa
          Claro que precisaria me aprofundar na história do santo, assim como vinha fazendo em Yeshuah. Li sua biografia "oficial", escrita por Santo Atanásio, arcebispo de Alexandria e contemporâneo de Antão, além do maravilhoso texto de Gustave Flaubert de livre inspiração As tentações de Santo Antão, esse texto por sinal, foi minha grande fonte inspiradora para compor o meu roteiro, além de estudar  quase toda iconografia, onde talvez Bosch tenha sido o artista que mais representou a história do santo e suas tentações no deserto.

            Ainda hoje sua história é muito forte, muito inspiradora: entre tantos simbolismos e interpretações possíveis é o homem no centro da famigerada disputa entre céu e inferno. A briga pela equação da balança e foi nesses pequenos e ao mesmo tempo grandes vislumbres de possibilidades que fui moldando a minha história. O meu Antão não poderia ser alicerçado em um personagem histórico, pois muitíssimo pouco se tem e a própria biografia de Santo Atanásio pouco fornece apesar de abranger muito de sua vida religiosa. Busquei então criar dentro dos pontos principais de sua história... ou mito, o homem, o ser humano que confronta seus erros, principalmente enganos perante Deus e perante o diabo, que aqui, mais do que um ser maligno, disposto a tirá-lo do caminho sagrado, quer traze-lo para verdadeira trilha divina que é simplesmente viver a vida, ou a vida à vida, como é dito em vários momentos da história.  Até onde o egoísmo e a cegueira em nome do que julgamos ser o absolutamente correto não prejudica quem está em nosso entorno e principalmente a quem nos ama? O que realmente é certo? Onde está Deus... ou nossa fé... em tudo isso? Por que a minha crença é a verdadeira e a sua não? E tantas outras questões que não saem de nosso DNA.

            É claro que o livro não traz resposta alguma, mas procurei não deixar dúvidas. Eu mesmo sigo dentro de minhas dualidades, que vale dizer, em momento algum quis excluir um desses lados.  Acredito que mais harmoniosos agora, quem sabe. Talvez e assim digo, talvez, busquei traduzir tudo a uma denominador comum, onde nesse estado não existe dualidade. O que seria? Mais do que não querer entregar o final da hq, o mais provável é quero deixar para vocês, pois é uma hq onde conto uma história, mais a conclusão sempre é do leitor. Para essa busca dentro do deserto pessoal onde conduzo o leitor desde a primeira página, a hq traz um ritmo lento, contemplativo com muitas, muitas páginas totalmente absorvidas por desertos, montanhas, céu, noite... natureza, que apenas observa o drama que nela se estabelece e irá acontecer. E o deserto pode ser o leitor: observador e estado interior a ser preenchido.

            As tentações de Santo Antão será lançado em breve pela editora Devir, velha parceira em outros trabalhos tão preciosos na minha carreira como Histórias do Clube da Esquina, Cadernos de Viagem e claro, Yeshuah. Na internet você vai encontrar muita coisa sobre Antão, vale conhecer, e entender como disse para trás o quanto ele nos representa em nossa essência humana, conflitante, sagrada, profana e por tudo isso, fazendo parte de Deus. 

          Mais uma vez uma história foi contada, escrita e desenhada e breve servida. E a vida de todos segue adiante.

         

O deserto: observador do confronto de Antão



 

26 de novembro de 2019

YESHUAH PASSADO DEZ ANOS...

Capa de Assim em cima assim embaixo

            No próximo dia 04 de dezembro oficialmente comemora-se (eu aqui pelo menos) dez anos do lançamento de Yeshuah – assim em cima assim embaixo. Oficialmente porque foi nesta data que ocorreu a noite de autógrafos na saudosa livraria HQ Mix, localizada na Praça Roosevelt, centro de São Paulo, então de propriedade dos queridos Gualberto Costa e Daniela Baptista. Uma grande noite, com muita gente presente, muitos amigos, enfim, muita alegria. Vale dizer que como este meu blog já é bem velhinho, se derem uma boa procurada poderão ler sobre o lançamento na época aqui .
Edição que hoje se tornou a "oficial" da história
            A trilogia de álbuns Yeshuah, lançados em 2009,2010 e 2014 pela Editora Devir é ainda comentada e provavelmente é meu trabalho de maior envergadura e de respeito por parte dos críticos e formadores de opinião. Posteriormente em 2016, a Devir compilou os três volumes numa edição luxuosa Yeshuah absoluto e que atualmente suplantou as três edições iniciais em vendas e popularidade, tornando-se praticamente esta a edição “oficial”, inclusive de fácil acesso ainda hoje tanto nas livrarias, comic shops, como na internet. Curioso pensar nisso, pois inicialmente a ideia era justamente que a hq fosse lançada num fôlego só, ou seja, em uma única edição, porém, no período que comecei a correr atrás de editoras interessadas a viabilização em volumes separados era o mais viável, falo isso pela época, meados dos anos dois mil, e coube a Devir topar essa parada e por sinal, dando um tremendo crédito à obra e seu autor, graças aos saudosos Mauro dos Prazeres e Douglas Reis, sócios da editora e um pouco mais à frente, Rui Santos editor da filial portuguesa e responsável pela ideia da compilação.
            Yeshuah, foi um processo arrojado, ambicioso do qual tomou treze anos de minha vida escrevendo e desenhando, da mesma forma para o arte-finalista Omar Viñole, parceiro ímpar que encarou com vontade e tesão esse projeto. Um “caminho de Santiago”, pelo menos para mim, realizar esse trabalho.
             Muito já falei sobre o processo de criação desta história em quadrinhos em diferentes mídias e em diversas oportunidades. Passado esses dez anos do lançamento do primeiro álbum da então trilogia e, onde ainda muito teria que se produzir pela frente, pois a hq foi escrita conforme foi sendo produzida, principalmente à partir do segundo livro para o terceiro, escrevendo nesse exato momento este texto confesso a vocês que há um curioso sentimento de minha relação para com essa obra e tanto, acreditem, tanto sentimento vivido. A experiência com certeza foi tremenda e se me permitem, dispenso maiores análises pois foi transformadora, não só por trabalhar com um assunto polêmico e de diversas reações por todas as partes, as que creem demasiadamente e as que não creem radicalmente, mas por me permitir lidar com uma vastidão de emoções como pessoa e artista. Transformou. Gritou muito e hoje, se aquietou tranquilamente, como deve ser. Esse texto foi escrito apenas para olhar essa trajetória de criação e de vida desta hq e cabe agora a vocês que já leram, que possuem a obra, a trilogia ou a edição única, ou os que ainda irão ler, serem donos de suas experiências, se assim permitirem e se assim acontecer, não por ser Jesus, pelo sagrado no humano, mas por que a intenção foi falar pra todos nós, humanos sagrados.

6 de abril de 2016

A VOLTA DE YESHUAH

                  Nesta semana, nos dias 9 e 10 de abril, acontece o Festival Guia dos
Quadrinhos,  um evento já tradicional aos fãs e leitores de hq's, e esse ano estará maior que suas versões anteriores, em um novo local e de maiores proporções, inclusive com um espaço dedicado somente aos artistas, que poderão vender suas publicações, originais, camisetas, além de terem um contato direto com o leitor. Algo sem dúvida alguma, muito
importante, principalmente para o autor, ter esse contato direto com o fã/admirador do trabalho ou futuro leitor. Em cada evento, um artista dos quadrinhos é homenageado, com uma exposição de originais, mostrando alguns momentos de sua carreira e nesse ano de 2016, tive a grata honra de ser homenageado. Serão aproximadamente, pelo que minha já não tão boa memória recorda, 22 originais, mostrando alguns trabalhos significativos meus, como a trilogia Yeshua, Dedos Mágicos, Zé do Caixão, entre outros.
             
Mas, sem dúvida, o grande momento para mim, durante o Festival Guia dos Quadrinhos, será o lançamento de Yeshuah Absoluto, publicado pela Editora Devir, edição encadernada que compila a trilogia original, Assim em cima assim embaixo, O círculo interno o círculo externo e Onde tudo está, também publicado pela mesma Devir. São 544 páginas, numa belíssima edição, onde além da obra completa, traz também 16 páginas coloridas de extras, com estudos dos personagens, cenários, figurinos, referenciais fotográficos usados em muitas sequências da hq, livros e cd's usados como pesquisa e trilhas para trabalho, versões de páginas a lápis e depois finalizadas pelo Omar Viñole, muita coisa. Um livrasso que a editora fez, presenteando principalmente os fãs dessa trilogia.
              Para mim, em especial, foi também um presente, um belo presente, ver Yeshuah voltar para mim, mais bem editado, impresso, como deve ser, modéstia à parte. Falo isso, pois como já comentei aqui no blog e em vários outros seguimentos, geralmente depois de lançado um trabalho, passo por um processo de despreendimento e, por mais que pode parecer um raciocínio óbvio, chavão, a obra passa a ser do leitor, pois será ele que irá desfrutar, ter suas vivências, suas emoções, suas reações, enfim, sua relação e será através dele, que a obra irá perdurar ou não. De minha parte, tudo já fora feito, experenciado, entendido, aprendido. Assim então foi com a trilogia Yeshuah, lançada respectivamente em 2009, 2010 e 2014, o qual teve essa edição encadernada sugerida pela própria editora. Pensar e ver essa edição agora, foi de grande alegria, como disse, um presente para mim, pois causou então, uma nova interpretação da obra e consequentemente uma nova leitura, acredito que, os que forem adquirir Yeshuah Absoluto, terá essa mesma impressão.
             Alguns críticos, jornalistas e amigos artistas apontam Yeshuah, como meu melhor trabalho. Acredito que sim. Não penso muito nisso. Nunca pensei antes e não penso agora. Vou adiante, buscando coisas novas, sempre, é claro. Mas indubitavelmente a expressão de amor nele contido, pode ser e será única.
           
Para quem quiser saber mais detalhes sobre o Festival Guia dos Quadrinhos, é só conferir no site do evento.

23 de julho de 2014

YESHUAH NO HQ ALÉM DOS BALÕES

            Entrou no ar esta semana, uma nova edição do programa HQ Além dos Balões, criado e apresentado pelo Fábio Sales. O programa foi um dos primeiros programas via web, acredito,  focado na produção de hq's, principalmente as nacionais e volta agora, depois de um longo tempo ausente. O Fábio já me entrevistou várias vezes e, desde a primeira, me cativou pela forma simpática e inteligente com que conduz suas entrevistas e principalmente por conhecer o entrevistado e consequentemente o material que produz. Curiosamente, quando entrevistado na ocasião do lançamento da primeira parte da trilogia Yeshuah, "Assim em cima assim embaixo" em fevereiro de 2010, no dia seguinte, meu filho Gabriel chegou ao mundo. Então, para mim, seria importante fechar o ciclo desta série também, conversando com o Fábio sobre este último livro recém-lançado, "Onde tudo está".
            O programa HQ Além dos Balões será vinculado à partir deste pela Visual Art TV do Roberval Sales.

17 de julho de 2014

TALKING ABOUT YESHUAH IN TALK SHOW

            No último dia 9 de junho, estive no programa Talk Show do canal de web Flix TV, apresentado pela Celia Coev, batendo um papo sobre o lançamento de Yeshuah - Onde tudo está. Quem não pode assistir na ocasião, pode conferir por aqui.

11 de julho de 2014

HANGOUT YESHUAH

  Ontem, 10/07/2014, eu e o Omar Viñole, fizemos um hangout através doGoogle+, onde conversamos, num bate-papo descontraído, sobre o trabalho de criação dos três álbuns Yeshuah, processo criativo, influências, pesquisas e mais uma série de outras questões. A conversa contou também com a participação de alguns amigos, mandando suas perguntas.
     Então, quem não pôde ver ao vivo, está aqui na íntegra, para vocês.

4 de julho de 2014

FALANDO SOBRE YESHUAH NA RÁDIO DA TERRA

            No dia 1º de julho, participei da Rádio da Terra, dando uma entrevista ao professor Celso Zymon. Foi um bate-papo muito agradável, onde pude falar bastante à respeito da trilogia de álbuns Yeshuah. 
            A Rádio da Terra é uma web rádio criada pelo Celso Zymon para abordar assuntos ligados a saúde natural, espiritualidade, arte e evolução humana. Um belo trabalho de comunicação.
            Quem quiser ouvir a rádio que está online 24h. é só acessar este endereço.
          

8 de maio de 2014

LANÇAMENTO DO ÚLTIMO CAPÍTULO DE YESHUAH

          No próximo sábado,dia 10, lanço meu novo trabalho e também finalizo a trilogia Yeshuah, iniciada em 2009 e que totaliza uma história de 13 anos de criação para este quadrinho que somando os seus três volumes chegam a quase 500 páginas escritas e desenhadas.
    Então, quem puder, apareça para antes de tudo comemorarmos este final de um ciclo. Espero vocês lá!


6 de agosto de 2013

QUADRINHOS E ESPIRITUALIDADE

            Em novembro de 2011, o professor, estudioso das linguagens das hq's, espiritualista e grande amigo de longa data, Gazy Andraus, esteve presente no programa Fronteiras da Ciência, da TV Santa Cecília em Santos/SP, terra inclusive do próprio Gazy. No programa, o papo com o apresentador Jadir Albino, passeou por vários pontos da questão arte e espiritualidade, interessantíssimos para quem não conhece nada sobre o assunto, ou para quem já domina a questão. Na ocasião, era para eu estar presente também, comentando sobre os meus livros da trilogia Yeshuah, infelizmente por motivos profissionais, na ocasião, minha participação se reservou a um depoimento gravado.
        O programa vale conferir apesar de já ter dois anos que foi ao ar, porém o assunto é mais do que pertinente ainda.

              
         E para quem quiser conhecer mais trabalhos do Gazy Andraus, basta conferir aqui.

26 de fevereiro de 2013

TRILHA SONORA E INSPIRAÇÕES PARA UMA HISTÓRIA EM QUADRINHOS Parte 2


           Sem dúvida nenhuma a importância de uma trilha sonora adequada para se trabalhar em uma História em Quadrinhos, para mim se consolidou no escrever e desenhar Yeshuah, isso desde seu início em 2.000. Esse trabalho foi e é ainda, visto que estou produzindo o terceiro e último livro da série, o aprendizado para muitas coisas dentro de uma hq e essa questão do clima para se desenhar, a música que irá conduzir sua mente para imagens, símbolos, sentimentos desenhados, foi imprescindível e saboreado em sua descoberta.
           Inicialmente a trilha sonora de Peter Gabriel para o filme de Martin Scorcese, A última tentação de Cristo serviu como referência para o som que queria ver rodando pelo meu estúdio, alguns temas para esse filme trazem momentos densos e profundamente místicos e foi essa trilha que permeou meu aparelho de som do estúdio durante a produção das primeiras páginas. Com o tempo, fui descobrindo mais e mais, sons, músicas arrebatadoras. É só uma questão de pesquisar, procurar e principalmente entender e filtrar seu ouvido e depurar seu gosto musical para que isso tudo se converta numa ambientação sonora para conduzir seus momentos sobre a prancheta e seu quadrinho.
           Uma grande salada rítmica, musical, compõe a trilha Yeshuah, indo do cantor paquistanês Nusrat Fateh Ali Khan, o músico e cantor turco Omar Faruk Tekbilek (genial!), o músico e cantor marroquino Hassan Hakmoun, a dupla da Mauritânia Khalifa Ould Eide e Dimi Mint Abba, passando por clássicos como Great Mass in C minor de Mozart, Stabat Mater de Pergolesi, Matthäus Passion de Bach, a temas armênios, sufis, e de meditação como Whirling do compositor Deuter. Isso, aliás, é só uma pequena amostra, a discografia é muito maior. Esse tema em especial, o Whirling, do compositor Deuter, criado para meditações do guru Osho baseado giro sufi, teve uma representação fundamental para dois momentos do primeiro livro de Yeshuah, o Assim em cima assim embaixo, de resultados profundos tanto para mim como para alguns leitores que posteriormente me contaram a experiência ao ler determinado trecho da hq onde usei esse tema como ambientação musical.
Esse momento, aliás, para quem teve oportunidade de ler Assim em cima assim embaixo, é comentado por mim no posfácio. O tema de Whirling é uma melodia única que se repete dentro de uma ambientação que te remete a um girar, o giro da meditação sufi. Um tema que parece não ter fim, nem começo. É nele que experimentei como disse, um dos momentos de maior entrega a um trabalho até hoje.
           A música e os temas apropriados são peças fundamentais para minha criação total de Yeshuah: roteiro, desenhos, climas, momentos, tudo. Tem um significante percentual, por mais que as pesquisas feitas para criar esse quadrinho, textos apócrifos, livros e mais livros sobre o assunto Jesus, na realidade, acabam trabalhando com o lado mental, cerebral, quase técnico e a qualidade que busco para traduzir toda minha perspectiva dessa história, tem seu verdadeiro ponto de encontro no coração e isso só é traduzido com a música. Então, meus caros, tenham absoluta certeza do muito que vocês leram e espero tenham gostado desse trabalho se deve aos sons etéreos, místicos, ligados profundamente às suas raízes silenciosas e sagradas. É óbvio que essa vivência música + criação de quadrinhos, mudou minha perspectiva de enxergar um criar quadrinhos e com certeza trará novas motivações para futuros trabalhos. Talvez não todos, óbvio, mas ideias e sentimentos com a mesma carga que foi gerado e venho parindo Yeshuah,
sim.    
        

28 de novembro de 2010

CAPA COM YESHUAH

Já está nas bancas a edição 110 da revista Publish (Editora Dabra, R$ 13,50), especializada em artes gráficas, design, criação, gráfica, etc.. Neste número, a jornalista Luciana Porfírio fez uma entrevista comigo sobre meu trabalho, os anos de criação, ilustração, aprendizados, minha parceria de longo tempo com Mister Omar Viñole, histórias em quadrinhos e principalmente a trilogia Yeshuah.

Como destaque, além da entrevista, ganhei a capa dessa edição e nada melhor que meu trabalho mais querido e “personagem” preferido para ilustrar.
Abaixo, um passo a passo dessa capa que desenvolvi com Yeshu, Miriam Magdalit, Shimon e Yaakov, personagens de Yeshuah. Um primeiro estudo, um layout mais definido, lápis definitivo e depois a cor do Omar.



















2 de agosto de 2010

YESHUAH - O CÍRCULO INTERNO O CÍRCULO EXTERNO: UMA PRÉVIA

A Devir divulgou o lançamento para setembro agora do segundo volume de Yeshuah, O círculo interno o círculo externo.
Trago para vocês então, uma prévia do que irão encontrar nessa segunda parte desta história.


Até setembro!!

7 de julho de 2010

YESHUAH : 3 INDICAÇÕES AO PRÊMIO HQ MIX

Essa semana a comissão organizadora do Troféu HQ Mix, o mais importante prêmio dos quadrinhos nacionais, enfim divulgou a lista oficial dos candidatos ao 22º prêmio que será entregue no dia 02 de setembro de 2010 no teatro do Sesc Pompéia.



Yeshuah – assim em cima assim embaixo está indicado em três principais categorias : Melhor Desenhista, Melhor Roteirista e Melhor Edição Nacional Especial. Claro estou felicíssimo com as indicações e vamos torcer!





Para esse ano o troféu será uma homenagem aos 50 anos de carreira do Maurício de Souza e será a escultura do personagem Astronauta.

Bem, e para maiores detalhes, confiram http://trofeu-hqmix.blogspot.com/

23 de maio de 2010

YESHUAH: UMA TARDE NO ESTÚDIO

Pois é, queridos amigos, o tempo anda curto. Correria. Muita coisa "ao mesmo tempo agora" como costumo dizer, mas tento manter meus blogs atualizados na medida do possível.

Uma breve passada no estúdio, enquanto trabalho nos desenhos do terceiro e último Yeshuah que ficará para 2011.

Estudos de personagens e alguns livros que serviram como referência para os três volumes.

E esses são meus dois amores absolutos que vivem por aqui no estúdio.

26 de abril de 2010

YESHUAH II : IDÉIAS DE CAPA

            À partir dessa postagem, começo a trazer para vocês alguns detalhes do processo de criação da trilogia Yeshuah, algo que confesso, já deveria ter feito desde o lançamento da primeira parte. Como estamos, eu e o Omar, trabalhando já num ritmo acelerado da produção do segundo volume, vou então, comentar alguns detalhes desse novo álbum.
           E começando pelo princípio, ou pela frente, ou pela fachada, enfim, começando pela capa...


           "Assim em cima assim embaixo", a primeira parte, teve uma capa muito forte e que no geral, agradou à todos. Sem muitos detalhes, mostrava Maria numa visão de cima para baixo meio acuada, meio assustada, protegendo seu recém-nascido Jesus. Essa idéia de capa remete ha uma sequencia específica da hq logo após o parto. Para a concepção dessa segunda hq, não havia nada definido, a não ser, claro, que deveria apresentar Jesus de uma maneira forte. Havia também uma vaga idéia para o título, incialmente pensei em "O que está dentro e o que está fora", pois esse segundo volume mexe justamente com todo o universo interior do que pensa Yeshu (Jesus), o que quer transmitir para as pessoas e como reage o universo ao seu redor. As distâncias entre esses dois mundos: o que está fora e o que está dentro. Simples.

   Inicialmente pensei na figura de Jesus para capa dentro de um postura meditativa que remetesse ha uma sequencia do início desse segundo volume. A postura deveria estar distante da versão católica, óbvio, e como foi a linha do primeiro volume.  A imagem então, mostraria Jesus dentro de um profundo estado espiritual.
Em conversas com o Omar, me foi sugerido porém, que para essa capa deveria também haver muita, muita gente, pois  enfim é algo notório nesse segundo volume, o tempo todo no decorrer da história o leitor verá sem´pre multidões, muita gente, em várias situações e esse excesso, digamos assim, levaria a um contraponto com a figura de Jesus proposta.

Um primeiro estudo então da capa surgiu e à princípio demonstrava toda a questão que o título propunha, a sede insana das pessoas pela salvação enquanto o próprio Jesus
que então, propõe uma outra coisa, uma outra idéia, em um estado separado. De novo em conversa com o Omar, ele me atentou para um importante e significativo detalhe: "Sim, ele está de frente para o leitor, mas por que está de costas para as pessoas?".
Uma questão fundamental e que de modo algum poderia existir, pois isso não ocorre na hq e principalmente vai contra qualquer idéia que se tem à respeito da figura de Jesus, não importa em que religião, crença ou o que for.
De volta para prancheta e para os estudos e em muitas noites sentado no sofá em frente à tv com vários papeis rabiscando, rabiscando muitas idéias soltas e foram muitas, acreditem e é claro, a maioria, uma boa maioria foi jogada fora.

De todos os estudos feitos enfim, cheguei a duas idéias o qual mostro acima: a primeira inicialmente me pareceu graficamente bonita para capa e seguia de certa forma, a idéia do primeiro esboço, inclusive mostraria mais alguns personagens importantes nessa segunda parte como Pedro e a própria Maria Madalena. O título do álbum também havia sido mudado, embora mantendo a mesma idéia: "O círculo interno o círculo externo" melhor simbolizava a idéia, inclusive com a questão do círculo e todo o seu símbolismo. Porém, uma questão um pouco similar ao primeiro estudo também veio: "Por que agora ele está de costas para o leitor se o mesmo já conheceu seu rosto na primeira parte?", além, claro,  era fundamental que houvesse um contato direto nessa capa do leitor com uma expressão mais forte do protagonista.
A segunda imagem acima mostra um outro estudo  feito à partir do primeiro desenho, o inicial, que mostra Jesus numa postura meditativa e agreguei a idéia do primeiro esboço de capa com as pessoas em volta dele. Embora essa idéia também tenha me agradado julgando que resultaria num belo resultado gráfico depois de pronta, um problema muito sério estava nesse esboço e que novamente bateria contra o conceito do meu Jesus nesse quadrinho (e mesmo dentro das religiões), sua postura embora meditativa e num pleno estado, mostrava-o apático às pessoas a sua volta. Definitivamente não.

Resolvi então dar um tempo nessa procura. Relaxar, mandar o raciocínio para outro canto ou melhor, me preocupar com partes mais imediatas da produção do álbum. Depois de algum tempo, refiz algumas idéias como por exemplo a de ter muita gente na capa e focar apenas na figura de Jesus e na sua postura dentro do significado do título e mesmo da sequencia inicial do álbum em que mostra sua "provação" no deserto: a capa mostraria então um Jesus de olha seguro, firme, certo do que ele é. Olhando diretamente para o leitor, sentado numa posição meditativa, dentro de um círculo, o seu, o interno, porém com o sutil e importante detalhe de estar com a mão direita fora desse círculo pegando um pouco da terra. Idéia pronta. Mais que aprovada.

O próximo passo agora cabe ao Omar, fechar na cor e isso, claro, vou deixar para que vejam com o álbum lançado.
    

19 de novembro de 2009

"ELE" VAI PARA OS QUADRINHOS E VIRA "YESHUAH"

No próximo dia 04 de Dezembro teremos na Livraria HQ Mix aqui em São Paulo o lançamento de “Yeshuah – assim em cima assim embaixo”, trabalho com roteiro e desenhos meus e arte-final do Omar. Depois de um longo tempo, longo mesmo, várias histórias, a obra enfim sai através da Editora Devir. Aguardada por alguns e já conhecida por outros “mais chegados”.

“Yeshuah” como já é sabido por muitos conta a história de Jesus dentro de uma visão pessoal, embora eu tenha me baseado primeiramente nos evangelhos canônicos como espinha dorsal, como base para o roteiro dessa história. O trabalho foi feito ao longo de nove anos praticamente e nesse tempo todo foi produzido aproximadamente 500 páginas o qual dividi em três volumes, o primeiro que sai agora, o segundo ainda sem título e que breve começo a preparar a edição e o terceiro que finalizo os desenhos. Por se tratar de um trabalho pessoal, obviamente tive que adaptar o ritmo de sua produção ao meu ritmo de trabalho no estúdio (e logicamente o Omar na arte-final).
Claro que no decorrer desses anos, muita coisa mudou e creio eu, foi melhorando, a começar do próprio título pensado inicialmente em “Ele” e durante um bom tempo a idéia era essa, com o passar do tempo percebi o quanto ligado à igreja católica esse título estava e, mesmo se tratando de uma visão pessoal, porém com bases nos textos do novo testamento, para mim era impensável ter essa ligação mesmo que indireta. No meio desse processo resolvi passar todos os nomes de personagens, localidades e termos para o hebraico e foi justamente nesse período que veio o nome definitivo: de “Ele” passou para “Yeshuah” que significa “salvação” em hebraico. Dentro do álbum, o nome de Jesus é Yeshu, tradução literal de seu nome. Curiosamente, essa mudança dos nomes para a língua hebraica, criou um certo distanciamento, como se fosse uma outra história, outros personagens: Maria virou Miriam, José Yosef, Joaquim (pai do João Batista) virou Yohahim, Belém virou Beth Lehem e por aí vai.
Cada volume fecha uma história, necessariamente o leitor não precisará acompanhar os três. Claro que a leitura completa, irá proporcionar o melhor entendimento de certas partes. A hq começa com Hannah, mãe de Miriam, seus problemas por já estar em uma idade avançada (pelo menos para época) e ainda não ter dado a luz e segue pela história de Miriam e a misteriosa gravidez justamente no momento em que fica noiva de um respeitável operário de Natzaret. A história de Miriam é o ponto central de praticamente todo esse primeiro volume. Yeshu entra na parte final da hq e o leitor vem a conhecê-lo, juntamente com seu irmão Yakov, ambos seguidores do batista Yohánan e é no meio do Jordão entre tantos seguidores que ambos conhecem Miriam, uma mulher independente, dona de seu nariz e desejosa por conhecer novas verdades espirituais que ela acredita ter encontrado em Yohánan, o batista, até conhecer aquele misterioso e curioso homem chamado Yeshu.

Nas próximas postagens, amigos, comentarei mais alguns detalhes e curiosidades desse trabalho. Coisas que acredito ser interessante trazer a vocês.