5 de outubro de 2026

AS FRIAS TERRAS DA NORUEGA E UMA URSA MUITO BRAVA


             A escritora Paola Giometti, amiga de alguns bons anos e eu preparamos uma História em Quadrinhos, A Ursa da Tundra, que brevemente será lançada pela editora Go! Comics, que recentemente lançou uma coletânea com trabalhos meus curtos em sua coleção Biblioteca Brasileira de Quadrinhos. No video abaixo, nós falamos um pouco sobre o que é essa hq.


            O livro já está em pré-venda pelo Catarse e você pode já garantir seu exemplar através desse link.


22 de agosto de 2026

UMA BAITA E BELA COLETÂNEA

            Acabou de sair do forno (e já enviado para aqueles que adquiriram na pré-venda) a Biblioteca Brasileira de Quadrinhos - Laudo, publicação da editora Go!!!Comics, novíssima parceira nas aventuras por esse universo de criar e publicar hq's. A edição está em um nível apuradíssimo, tanto pelo seu design quanto na qualidade de papel de miolo e capa. Trata-se de uma coleção criada pela Go!!! do qual tenho a tremenda honra de estrear.                    
            Para esse primeiro número que abrange uma produção minha de hq's curtas publicadas ao longo de vinte anos em diversas revistas mix, selecionei doze histórias que acredito, mostrem a diversidade de gêneros que busco navegar, passando pelo faroeste, terror, comédia, ficção-científica, existencialista e por aí segue. Há também duas histórias inéditas produzidas especialmente para essa publicação. Para cada história há um texto de abertura onde explico os processos de sua criação, o por que, os caminhos que me conduziram para sua feitura e tudo mais que julguei (ou me lembrei) ser interessante compartilhar. Há ainda uma galeria de extras com diversas ilustrações feitas ao longo dos anos, pin-ups, para diversas publicações e mesmo internet. De quebra, um texto sobre a Tianinha, sua criação e um pouco de sua história e uma relação com todos os títulos de suas hq's publicadas ao longo dos nove anos de produção de sua série na revista Total, mais a segunda série publicada entre 2017 e 2020. Na edição traz também as capas de quase todos os meus trabalhos solos publicados ao longo de mais de quarenta anos de carreira. Enfim, uma baita edição pra quem quer melhor conhecer sobre meu trabalho, um pouco da minha história nas Histórias em Quadrinhos Brasileira.                                       
             Se interessou? Entre em contato com a Go!!! Comics  através desses endereços aqui ou aqui.                                                         

 

31 de julho de 2026

VELHAS ROUPAS COLORIDAS INSPIRADORAS

 

            Há alguns bons anos somei a todos os meus trabalhos, não importa o gênero-drama, comédia, terror, ficção-científica,  espiritualista- enfim, quais forem os gêneros que venha a atrever a trabalhar, somei uma estética que remete aos anos sessenta e setenta, principalmente no tocante a moda. Cresci nesse período, dos anos 70 e o cinema, principalmente, me marcou muito. Existe todo um lado transgressor em inúmeras produções que me fizeram a cabeça e, acredito que no decorrer das décadas, muita coisa produzida então, não conseguiu se nivelar na ousadia de muitos filmes e que por isso, ainda são referência.  A moda tanto masculina como feminina, ainda hoje (óbvio, daí por trazê-la para meu trabalho) chamam o meu interesse: pelo estilo, charme, classe, ousadia, mesmo que muita coisa soe brega. Mas claro, essa releitura sempre, dentro do que é possível no meu  propósito criador, atualizada nos dias de hoje, pois é para os dias atuais e leitores atuais que se produz.

Em Cabaret X, gibizão que estou produzindo com a talentosíssima Germana Viana, criei a série Mondo Balordo. O título remete diretamente aos clássicos pseudodocumentários sensacionalistas produzidos nos anos 60 da série Mondo, onde tínhamos Mondo Cane, que deu início a tudo e depois vieram as variações: Mondo Pazzo, Mondo Trash e claro, Mondo Balordo. Vale acrescentar que Balordo é uma produção de 1964, italiana, que explora justamente as ditas excentricidades do mundo mostradas na película, daí o "balordo", ou traduzindo, algo como Mundo Bizarro, Mundo Insano. Então, além de se ajustar na estética do enredo da série, também enquadra completamente com o conceito desse estranho mundo futurista retratado na hq. 


            Os figurinos dos personagens já trazem essa salada, misturando o estilo setentista com a atualidade. O título desse primeiro episódio é A palo seco. A frase, de origem espanhola significa algo como, direto, sem rodeios, cru, e também inspirou um poema de João Cabral de Melo Neto, que por sua vez, inspirou o cantor e compositor Belchior  a criar uma canção com o mesmo título nos anos setenta  e é justamente aí que reside a fonte para o título e fechamento da primeira hq de Mondo Balordo. O grupo guerrilheiro da série que faz uma ataque direto no palácio do planalto do governo fascista (daí a coisa toda de A palo seco) se denomina Barato Vermelho, a ideia é uma junção do título de outra clássica canção escrita nos anos setenta por Gilberto Gil e eternizada na voz de Gal Costa, Barato total, com o vermelho ligado diretamente às ações contrárias, ardentes, vorazes, de esquerda. Somam esses dois pontos a toda uma alegoria estética e ideológica dos personagens que compõe o grupo e se tem Barato Vermelho.


           Em Mondo Balordo há ainda referências e inspirações estéticas menores e outras que virão nos futuros próximos episódios (sim, porque esse gibi vai vingar!). As cores da hq, trarão também a força das cores primárias, ligando diretamente a Arte pop, onde os quadrinhos são um dos seus representantes máximos. Por um lado não tão prazeroso, posso dizer assim, de um modo mais sucinto, ela, a série, traz todo esse posicionamento contra essa ideologia arcaica, fascista, preconceituosa, onde muita gente no mundo quer perpetuar, trazer de volta, algo que definitivamente deveria estar se não excluída da nossa sociedade, pelo menos em fase de exclusão. Os tempos por mais que difíceis, ainda hoje, a resistência é preciso, nos sonhos, nos atos, no pensar, na vida. E ainda trazendo esse grande poeta da música, Belchior, vale lembrar um trecho de uma outra clássica canção sua, Velha roupa colorida:

Você não sente, não vê mas eu não posso deixar de dizer, meu amigoQue uma nova mudança em breve vai acontecerO que há algum tempo era novo, jovemHoje é antigoE precisamos todos rejuvenescer

            Cabaret X, de Germana Viana e Laudo Ferreira, será publicado pela Zarabatana Books e está em campanha de pré-venda no Catarse 



27 de julho de 2026

ESSE ESTRANHO, ESTRANHO MUNDO!


            Cabaret X, esse novíssimo projeto de gibi que está sendo produzido pela Germana Viana e eu, trará duas séries: Casa de Saliência, já descrito pela criadora, a própria Germana,  recentemente nas redes sociais e Mondo Balordo, criado por mim.                                             Essa série traz um futuro bem próximo, 2076, onde uma sociedade teocrática regida por um governo fascista, de extremada direita, encabeçada pelo presidente Alvamar , controla a população e vai, transformando a realidade do país através da mídia, para que a força desse regime se estenda muito mais e se torne um estado mental da nação, eliminando completamente com o passar dos tempos, qualquer resquício de uma sociedade livre e mais humana. Esse regime totalitário e extremamente violento, busca inclusive a eliminação de pessoas e ideias, que não estejam adequadas a todo esse plano ditador de sociedade arregimentada.  Contra esse mental fascista, um grupo de guerrilheiros denominados Barato Vermelho, tenta através de ações diretas,  pungentes e libertadoras, eliminar as células desse governo. O grupo é liderado pelo casal Jorge de Capadócia  e Santa Clara. Nessa intensa luta pelo exorcismo de uma nação, o casal e os outros membros do Barato Vermelho ainda enfrentam o sacerdote Mallemus, a sádica ministra Dumpzilla e o exército de soldados máquinas denominados Sujeito a Guincho.                                            O episódio dessa primeira edição se chama A palo seco  e trata-se de uma referência a uma clássica música do cantor e compositor Belchior  , aliás a série Mondo Balordo  é toda alicerçada em referências clássicas dos anos 60 e 70 que desde sempre permeiam meus trabalhos. Na próxima postagem aqui no blog irei esmiuçar para vocês sobre elas e como se adequam à proposta do enredo da série.

Cabaret X , como eu e a Germana Viana definimos: romances gráficos de libertinagem e falta de pudor, está em pré-venda através do Catarse  e você pode garantir seu exemplar através desse link https://catarse.com.br/cabaret-x 

 

23 de julho de 2026

GIBI NOVO EM PRÉ-VENDA

           Entrou em pré venda essa semana o projeto da revista Cabaret X, que criei juntamente com a tremenda artista e querida amiga Germana Viana, e será publicado pela editora Zarabatana Books. Por enquanto é isso, mas volto a falar aqui da série que desenvolvi para esse trabalho. 

            O link da pré venda no Catarse



19 de julho de 2026

O CAMINHO DO RISCADO parte 05 (final)

             A ideia de As tentações de Santo Antão  foi algo que vinha alimentando desde que terminara os desenhos da terceira parte de Yeshuah  em 2013 e, como sempre faço quando trabalho em minhas histórias, e com certeza a maioria dos escritores/roteiristas também, vinha montando a trama em minha cabeça e só dois anos depois, finalmente, escrevi o roteiro, muito impulsionado inclusive,  por uma primeira possibilidade de publicação na época, antes da Devir Editora que veio a  consolidar em 2024. Porém, mesmo tendo achado minha "nova cara" para meus desenhos, não julgava que aquilo que havia feito para Aymará se ajustasse nessa nova hq. Para o Santo Antão, as páginas precisariam ter um ritmo mais tranquilo, muito contemplativo, o cenário, o deserto, conversaria com o leitor. A mesma carga e importância visual que havia realizado em Yeshuah, só que na síntese, na economia e muito vazio nos cenários, sem detalhar muito, só o fundamental, para que o leitor completasse em sua cabeça. Um jogo gráfico e estético interessante, pois traria a pessoa, um pouco mais para dentro da trama.

A cada página desenhada, a cada sequência onde o cenário, a natureza eram elementos fortes da história, a sensação de ter conseguido nos poucos traços, ter criado um ambiente silencioso e misterioso, era plena: a realização dentro de minhas possibilidades. Havia conseguido unir a intenção com o imagético. A hq com cento e poucas páginas, com uma trama basicamente passada em um único ambiente, estava embalada pela contemplação, um silêncio atrás de muito texto que há entre as inúmeras discussões do protagonista com o antagonista. Acredito que essa hq seja o encontro do meu objetivo com esse novo traço, esse novo acabamento no meu desenho, que durante muito tento esbocei na cabeça e depois no papel.  A partir de então, fui acertando esse lado técnico da finalização, do desenhar, da síntese em trabalhos realizados posteriormente como a adaptações de Iracema e O vampiro, assim como A prisioneira, todas coloridas,  onde pude exercitar essa questão dos espaços vazios, mas ao invés do preto e branco, como no caso de Santo Antão, teve a cor. Devo dizer que nesses processos foi pensado em novas possibilidades, justamente para trabalhar com o colorido, mas como nada ainda foi feito e ainda a coisa toda, digamos assim esteja no campo da reflexão, prefiro obviamente deixar isso para comentar mais adiante.                                                                                    Ainda falando um pouco mais sobre esse elemento contemplativo, da natureza agir um pouco mais que apenas cenário na história, voltei a trabalhar com essas intenções em Mulher-Diaba no rastro da perdição, lançada no final de 2025 e na inédita A Ursa da Tundra, que provavelmente será lançada esse ano de 2026. Ambientes que diferem em si: sertão agreste e regiões geladas das terras nórdicas, mas que estão inteiramente ligados com o que foi 

feito em Santo Antão, no caso, o deserto no Egito. Tudo isso, claro, algo que já trouxe para meu trabalho. 

            Durante todo esse tempo de estrada na coisa de fazer quadrinhos e mesmo o ilustrar, separando essas duas formas de expressão, que convergem para uma coisa só, obviamente, nunca me detive na intenção de ter a cara do meu desenho, algo sem dúvida muito importante para qualquer artista: ser reconhecido pelo seu traço, seu estilo, sem mesmo precisar ler o nome para saber  autoria. Difícil mensurar de uma maneira didática isso, e provavelmente não seja nem preciso. Talvez a inquietação,  a sensação que ainda falta muito para se descobrir dentro do meu campo de possibilidade criativa me leve a não me julgar dono de nada que possa dizer meu, compreendem, amigos? Uma ocasião, comentaram  sobre o desapego que tenho com meu trabalho, essa reflexão foi feita por um youtuber durante uma entrevista a respeito da hq O santo sangue,  pelo fato de ter escrito o roteiro para que eu mesmo a desenhasse, mas posteriormente acabei encaminhando para o tremendo Marcel Bartholo  ilustrar, resolução por sinal, acertadíssima, pois o trabalho desse querido artista com minha história foi magnífico. E de certa forma, penso ser isso com meu desenho.  É a forma de expressar minha arte que estou usando agora, mas espero que mude novamente daqui algum tempo e devo confessar: estou fazendo as equações mentais  para derivar do que faço hoje. Quem vai saber onde vai dar? O tempo, sem dúvida.

            Interessante é perceber as infinitas comparações que são feitas: Ah, seu traço lembra muito fulano, cicrano... ou, Fulano (referido artista) ficaria orgulhoso de ver que seguiu a linha dele... enfim, muitos elogios, acredito, provavelmente sinceros, mas que no meu julgar, e me desculpem essas pessoas que tecem esses comentários, mil perdões mesmo! trazem um certo incômodo, pois nessa série de textos que compartilhei com vocês, busquei trazer todo esse processo de busca interna que luta para se exteriorizar, se plasmar na arte que se faz, no caso. Reduzir meramente à semelhança com desenho de outro artista, por mais que haja e isso não estou negando, é não perceber as inquietações que movem quem faz arte, pois  fazer é muito mais que desenhar, escrever, cantar, interpretar, o que for, tudo isso é preciso técnica, é a forma que se tem para se expressar.  E expressar é nesse ponto, a inquietação, o fazer arte. Ela é preciso, e não importa, aí quero caminhar para outro campo, se e não é percebida pelo público, se ela não é entendida, ou simplesmente comparada, ela primordialmente precisa existir e ser executada: a busca precisa existir. Se percebida, perfeito, se não, perfeito. Mas ela precisa existir. É caminhar pela estrada, voltar para casa, ficar um pouco e depois, sair novamente, para ver o que ainda não se viu, como uma velha canção de estrada dizia.

            Tudo isso que trouxe para vocês, não é uma verdade, é uma experiência pessoal, que pode ser e deve ser de tantos, mas que cada um vive por si. Compartilhar é preciso, pois não é um segredo, mais uma vez, cada um a vive por si. 




12 de julho de 2026

O CAMINHO DO RISCADO parte 04

             A mudança de acabamento, a arte-final e claro, consequentemente o desenho estava tomando conta completamente da minha visão de produção artística. Ao mesmo tempo que já não enxergava mais desenhar/arte-finalizar meus desenhos como vinha fazendo há anos em trabalhos como Yeshuah e Olimpo Tropical, por exemplo, havia um certo e pode se dizer conforto em trabalhar assim, primeiramente porque nos primeiros rabiscos no papel, mesmo sem ter passado nanquim, já tinha a visão antecipada do resultado  e principalmente de sua qualidade, dentro claro, do meu jeito de desenhar. E isso é confortante, como disse, inclusive, de certa forma, embasado pelos leitores dos meus trabalhos que gostavam dessa linha nos meus desenhos. Mas a intenção estava absoluta e começou a ser feita, de modo muitíssimo discreto, quase imperceptível em As senhas de Charlotte, álbum lançado em 2020, pela Epígrafe Editorial, editora de Foz do 

Iguaçu, ligada a Associação Internacional para Expansão da Conscienciologia - AIEC, trabalho fantástico que infelizmente ficou reduzido, até o momento, aos membros dessa associação.  A hq de edição luxuosíssima, vale, quem sabe, uma futura postagem aqui, contando seus processos de criação, tem roteiro adaptado de um livro de Honoré de Balzac, pelo Lillo Parra e cores do Omar Viñole, curiosamente, esse trabalho marca também nossa última parceria. Enfim, no decorrer dos desenhos dessa História em Quadrinhos, ia sutilmente experimentando a intenção de limpar o meu desenho. Quem ler, irá ver meu traço ainda carregado de hachuras, pequenos detalhes de risquinhos e tudo que vinha há anos fazendo, mas há momentos, mais uma vez comentando aqui, em que suprimia isso, deixando poucas coisas e isso valeu para realmente me julgar apto para mudar radicalmente meu traço. 

            O passo seguinte veio na produção de Aymará, parceria que estabeleci com a filósofa, escritora e espiritualista Rita Foelker, lançado em 2021 pela editora Café Espacial. Foi nesse trabalho que resolvi mudar radicalmente meu desenho e meu acabamento, indo de encontro diretamente às intenções. Não me pouparia. Por se tratar, inclusive de um projeto autoral, ou seja, não havia nada me impedindo. De quebra, resolvi experimentar algo além dessa mudança do desenho: fazer uma página com muito mais quadros. Geralmente minhas páginas possuem cinco, seis quadros, na época e mesmo hoje, resolvi que Aymará , teria uma decupagem de páginas influenciada pelas hq's européias, ou seja,  dez, doze, treze quadros. Mudando inclusive minha percepção de contar a cena e forma narrativa. Uma experiência enriquecedora, que muito me agradou e que também, mostrou-me outras possibilidades na

manufatura de um contar quadrinhos e, que não repeti mais essa experiência e digo que, urgentemente preciso fazer algo assim novamente. Na ocasião, a visão desse desejo, desse anseio, plasmado nas páginas dessa hq, foram muito mais que satisfatórias. Realmente foi a consolidação que essa mudança para minha carreira nos quadrinhos, precisava acontecer. Vale ressaltar que no âmago da coisa, não alterou em nada meu modo de conduzir a linha narrativa de uma história: o modo de pensar as cenas, planos, ângulos e tudo mais, mas trouxe uma nova forma de se trabalhar, acho que posso dizer assim, toda essa percepção, pois afinal de contas, o desenho era outro.  E, falando em desenho, um detalhe muito fundamental para essa mudança promovida na ocasião, um pouco antes dos desenhos de Aymará, creio eu, foi uma conversa que tive com o Ilustrador e designer Flavio Soares.

            Naquele período, conversava com alguns amigos ilustradores sobre a questão do traço e, foi justamente o Flavio que trouxe algo de um campo inusitado, que selou a minha intenção: ele comentou o quanto gostava do meu traço na série de tirinhas do  personagem David Escarlate , pelo design e pela síntese toda.

            Aquilo me soou tão inusitado, vindo de um lugar tão inesperado, que depois do espanto inicial, trouxe-me um imediato entendimento e aceitação, como respondi para ele: ...e faço isso (o desenho das tiras) sem sofrer! É rápido. E era esse o segredo: não é preciso "sofrer" para produzir uma página e gerar seu efeito, a coisa tem que ser simples e eficaz. Ao Flavio Soares, aliás, meu agradecimento pela contribuição nesse processo.

            Aymará , finalizado e entrando em pré-produção para publicação, já comecei então a pensar sobre o próximo trabalho que, já andava pela minha cabeça há alguns anos: As tentações de Santo Antão.