11 de abril de 2013

AQUELE QUE SEMPRE DÁ UM JEITINHO

           Trabalhar com a página de humor da revista japonesa Alternativa ao longo de todo esses anos, e não me perguntem quantos, porque a memória anda falhando em algumas coisas, tem me proporcionado conhecer muita coisa da cultura do Japão, até então desconhecidas de mim e acredito de uma boa maioria, assim como muita coisa ligada aos dekasseguis, japoneses brasileiros que por lá vivem e trabalham, pra quem aliás, é direcionada a revista. Na edição de número 306, a matéria de capa fala sobre o universo dos tantousha, que numa tradução para nosso português seriam as pessoas responsáveis pelos serviços e pelas pessoas dentro de uma empresa, o elo entre patrão e empregado e aquele que sempre resolve um probleminha, ou problemão, quando acontece dentro de uma empresa.
Publicada originalmente na revista Alternativa#306
Editora Nipakku - Japão

5 de abril de 2013

TUDO AMARELO


               Na edição 305 da revista Alternativa, a matéria de capa fala sobre a chegada da primavera ao Japão e com ela, alguns problemas que todos os anos acontecem por lá  durante esta estação do ano, ligados ao ar, como a alta concentração de pólen, afetando muito a saúde dos japoneses. Esse ano, além dos habituais problemas somou-se uma densa massa de poeira amarela vinda da poluição da China, através de ventos de correntes marítimas. Essa poeira amarela carrega uma partícula fina chamada PM 2.5, que traz alguns sérios problemas ao ar e a saúde das pessoas, obviamente, deixando a população japonesa em constante estado de alerta, além de gerar uma densa neblina amarelada.
                       
Publicada originalmente na revista Alternativa#305
Editora Nipakku - Japão


        

1 de abril de 2013

UM CARTOLA NA ESTRADA E NO BLUES

             Um dos melhores trabalhos nacionais lançados em 2012 foi, pelo menos para mim, foi Km Blues, roteiro de Daniel Esteves, desenhado por Wanderson de Souza e colorizado por Wagner de Souza, estes dois artistas como dá para perceber, irmãos. Esse trabalho foi um dos contemplados em 2011 pelo ProAC - Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo de Histórias em Quadrinhos e publicado de maneira independente e onde eu tive a honra de participar prefaciando a obra.
             Daniel Esteves, grande roteirista e que dispensa maiores apresentações foi o meu convidado no último Papo Mamão, que vocês podem conferir aqui no blog falando justamente desse seu trabalho e que está também entre os pré-indicados ao HQ Mix deste ano com a mesma hq. Indicação essa que com certeza vira a se confirmar. Vamos aguardar.
            Daniel estará então no próximo dia 6 de abril fazendo uma festa em sua escola HQ em Foco do seu Km Blues, com bate-papo dos autores, oficinas, bandas tocando, bebidas, gente, gente, gente e entre uma das atrações, Daniel convidou alguns amigos parceiros ou não de desenho para fazerem sua homenagem à hq. Essa aí abaixo é a minha colaboração.
            Para maiores detalhes, acessem a página do Facebook da festa e apareçam!

26 de março de 2013

TRILHA SONORA E INSPIRAÇÕES PARA UMA HISTÓRIA EM QUADRINHOS Final


           Na postagem anterior comentando sobre a questão de músicas e temas que servem como inspiração, clima, trilha sonora para a criação e o desenvolvimento de uma HQ, concentrei o texto todo no meu trabalho Yeshuah, onde ali sim, como puderam constatar, a música tem um papel importante. Mas agora, para fechar essa série de textos sobre o assunto e essa relação do meu trabalho com a música, reservei o espaço para comentar dois quadrinhos meus: um especialmente inspiradíssimo na música e vindo da música, “Histórias do Clube da Esquina”, álbum que lancei pela Devir Livraria em 2011 e que homenageia o movimento musical vindo das Minas Gerais, mais especificamente de uma esquina de uma rua do bairro de Santa Tereza em Belo Horizonte e outro, sobre a série de hq’s da loira descolada e muito safada, a Tianinha que fiz durante muitos anos.

           “Histórias do Clube da Esquina” como foi amplamente divulgado em matérias, entrevistas que dei e mesmo postagens aqui no Banda Mamão, foi minha definitiva homenagem ao cantor, músico e compositor Milton Nascimento e sua genial e talentosíssima turma de amigos como Wagner Tiso, Fernando Brant, Ló e Marcio Borges, Beto Guedes, Toninho Horta, Ronaldo Bastos e por aí vai, pois é muita gente, um clube que, como eles mesmo dizem, não tem começo e nem fim. A música sempre teve um papel fundamental em minha vida e muito durante minha entrada na adolescência e no decorrer dela, como é claro, foi para muita gente. A música do Milton e turma foi pedra fundamental que moldou muita coisa em mim, pessoal e artística. E claro, ouvi muito o som da turma do Clube da esquina, muito, muito, muito.
           
  Curiosamente durante a produção do álbum “Histórias do Clube da Esquina”, onde muita das histórias contadas era justamente sobre músicas clássicas do repertório da turma, pouco ouvi como trilha sonora. Motivos diversos, um deles, talvez por já não ouvir tanta a música deles, embora ainda ame e tenha minha reverência e outro por estar mais preocupado em como desenvolver o livro em si, já que ele vinha com 14 páginas previamente produzidas para o site do Museu Clube da Esquina que iria encaixar no livro. Uma preocupação criativa, artística, porém técnica na preocupação clara de gerar algo novo para os leitores que já conheciam esse primeiro material que estava no site. O resultado final foi satisfatório e deu no que deu: uma excelente vendagem tanto pelos leitores de quadrinhos interessados como para os fãs da música do Clube da Esquina.
           Enfim, muito mais que agregar várias músicas para compor uma trilha sonora para criar, o silêncio puramente foi elemento primordial para dar a cara a “Histórias do Clube da Esquina”, ou falando de uma maneira mais poética, digamos assim, o amor feito neste livro homenagem, transcendeu qualquer trilha, mesmo que fosse dos próprios homenageados.

           Tianinha, a loira safada, teve uma tremenda notoriedade, uma boa legião de fãs principalmente via internet que ainda hoje, passado quatro anos do termino de sua série ainda comentam sobre ela e, como não poderia deixar de ser, vivem pirateando suas histórias por aí. A série foi produzida de 2000 até 2009, com mais de cem hq’s criadas, três edições especiais, um fotologue que chegou a ter 200 mil visitações mensais, enfim, criar a série da Tianinha não teve que eu me lembre de alguma trilha básica que servisse como fonte criadora. O Omar Viñole, arte-finalista e colorista da série, comenta que o rock pauleira rodava em seu aparelho de som e computador nas horas de trabalho nas hq’s da loira, eu, porém, sempre me servi mais das referências cinematográficas, visuais, para gerar um clima mesmo, principalmente as pornochanchadas nacionais dos anos 70 que pude assistir muito (milagre da carteirinha falsificada, claro!), assim como os filmes pornôs dos anos 80, quando a coisa ainda era, digamos, um pouco mais inocente, diferente da indústria que se tornou hoje, principalmente no cinema pornô americano. Beldades do gênero, como Debi Diamond e principalmente a loirinha deliciosa e mignon Ginger Lynn foram fontes de inspiração para dar personalidade e na imagem da personagem. Quem acompanhou a série da Tianinha pode perceber que há um clima de pornochnachada dos anos 70 na série, onde o humor, situações doidas faziam parceria com o erotismo. Tianinha foi sempre (e como não poderia ser diferente) mais visual em suas fontes inspiradoras do que musical.

           Mas claro, se vocês forem me perguntar se existe alguma trilha sonora para se ler Tianinha, eu prefiro responder que óbvio que sim, mas aí vai do seu gosto dentro do que você pode imaginar d’uma loirona caliente, gostosona e disposta a te fazer sair do sério em todos os sentidos. Enfim, se depois disso tudo, vocês ainda tiverem tempo de pensar em uma trilha adequada, tudo bem.

12 de março de 2013

ASSISTÊNCIA SOCIAL

Publicada originalmente na revista Alternativa#304
Editora Nipakku - Japão