Não dá para levar essa coisa de zumbis a sério, dá? Pelo menos para mim não. E acredito que para maioria também não. A coisa virou nos últimos anos artigo pop, consumo e mais consumo. É zumbi pra tudo quanto é lado, seriado, cinema, quadrinhos... música? talvez... alguém me avise se souber.
Mas claro, todos sabem que a coisa é muito antiga e não é de hoje que o cinema nos brinda com essas figuras de olhar bobo, gemendo, andando como se estivessem feito cocô nas calças e braços levantandos, andando sem rumo. Enfim, que me desculpem os adoradores do gênero, mas eu acho engraçado e isso, desde o clássico do George Romero, lá dos finais dos anos sessenta "A noite dos mortos-vivos".
Bem, se é divertido, então tá perfeito. Vamos nos divertir.
Há algum tempo atrás, o desenhista Will, querido amigo e tremendo artista, me chamou para desenhar uma hq de seu personagem Demetrius Dante, um investigador de casos sobrenaturais, para uma revista que lançaria, "Sideralman"nº2. Nesta hq, o detetive do absurdo enfrenta justamente um bando de zumbis que atacam na Avenida Paulista!! Situação mais que inusitada criada pelo roteirista Cadú Simões. Então, graças à benevolência do roteirista e do criador do personagem, tive a liberdade de brincar em todos os sentidos nesta hq, desde um zumbi com um boné escrito "I love Sapopemba", até onomatopéias digamos, um tanto sutis para esses nossos queridos babões mortos-vivos. O resultado foi legal e divertido. Acredito que os fãs do personagem curtiram.
Enfim, algum tempo depois, essa mesma pegada bem humorada voltou à minha prancheta e desta vez com algo mais, digamos assim, um saborosíssimo algo mais: uma guerreira gostosona, destemida, macho pra cacete, pois com um facão nas mãos faz miséria, num mundo pós apocalíptico e (nessa hq, no caso) recheado de zumbis. Receita perfeita para diversão.
A hq se chama "Café da manhã com os mortos", protagonizada pela Valkíria, personagem criada por outro querido amigo, parceiro roteirista, Alex Mir, juntamente com o desenhista Alex Genaro. A personagem ficou conhecida nas páginas da antiga revista "Tempestade cerebral" e volta agora na revista trimestral "Lorde Kramus", editada pela editora Universo do roteirista Gil Mendes.
Não há muito o que contar dessa hq, acredito que vale mais a diversão de uma boa leitura despreocupada, com uma personagem bacana que garante boa dose de aventura e no caso, mais uma vez, a boa parceria e confiança do Alex em confiar seu roteiro nas minhas mãos, proporcionou de minha parte combinações que adoro fazer numa boa história em quadrinhos descompromissada.
Vale ainda dizer, que a publicação "Lorde Kramus" vem se solidificando no mercado de bancas e chega a seu quarto número, sempre trazendo as aventuras desse guerreiro bárbaro em traço de desenhistas de primeiro time como Hélcio Rogério, Allan Goldman, entre outros. Vale muito a conferida. Boa diversão, bons desenhos e bons roteiros e está nas bancas!
9 de setembro de 2011
30 de agosto de 2011
22 de agosto de 2011
18 de agosto de 2011
7 de agosto de 2011
FALANDO UM POUCO MAIS SOBRE A BARCA DE GIL VICENTE
Na semana que passou, gravei para o Blog de artes e quadrinhos Graffitv (http://graffitv.blogspot.com/) uma entrevista concedida para o artista Roberval Sales. Dêem uma conferida.
28 de julho de 2011
23 de julho de 2011
UM CLUBE COM MUITAS HISTÓRIAS E ALGUMAS DESENHADAS
Em agosto próximo enfim sairá pela Devir Livraria o "Histórias do Clube da Esquina", trabalho meu (roteiro e desenhos) e do Omar (arte-final e cores) contando momentos da história desse grupo de amigos e músicos mineiros e também não mineiros, ligados a esse movimento musical que teve sua origem no antológico disco "Clube da esquina" de 1972.
Esse trabalho de certa maneira é uma conclusão de um trabalho que havia começado em 2007 com 15 páginas produzidas para o site do Museu Clube da Esquina http://museuclubedaesquina.org.br/ , este material inclusive, fará parte desse novo livro.
Contar "histórias" ligadas à tanta gente famosa e não famosa, capitaneadas pelo Milton Nascimento, não se trata de uma tarefa tão fácil assim, pois há milhares de "casos" e acontecimentos que sem dúvida, rendem boas sequencias de quadrinhos. Peneirar essa safra nova de histórias para juntar com as já produzidas anteriormente, deu um certo trabalho. No livro, optei em apresentar essa trajetória, sem uma linha linear de tempo e as histórias são contadas por alguns dos principais protagonistas desse momento tão rico para nossa música, como os poetas/letristas Fernando Brant, Marcio Borges e Ronaldo Bastos e alguns músicos como Lô Borges, Beto Guedes, Toninho Horta e Wagner Tiso.
Assim como na primeira fase desse trabalho, ou seja, as 15 páginas produzidas originalmente em 2007, o livro não foca sua atenção em casos envolvendo direta ou indiretamente Milton Nascimento, mas passeia por "aventuras" vividas pelos outros parceiros de música e letras do Bituca (Milton Nascimento) e gente, como disse anteriormente, desconhecida do grande público, como o caso da Dona Maricota, mãe de Marcio e Lô Borges, mas não menos influente dentro da história do Clube da Esquina. Há também as histórias das histórias que viraram músicas como o caso da Dona Olímpia, uma velha que perambulava por Ouro Preto nos anos 70 e que se tornou figura folclórica em toda Minas Gerais, e do famoso Beco do Mota em Diamantina, ponto de boêmia famoso por muito, muito, muito tempo.
Importante frisar que esse trabalho foi um dos selecionados no ProAC Quadrinhos do ano passado.
Nesse ano de 2011 em que dei um breve intervalo na produção da trilogia Yeshuah, produzindo a adaptação de "Auto da barca do inferno", e agora "Histórias do Clube da Esquina", lançar esse trabalho agora é antes de tudo uma forma de homenagear e agradecer essa rapaziada que muito me marcou e muito me influenciou, com suas músicas, com suas letras . Aliás, eu e um monte de gente do mundo todo.
Esse trabalho de certa maneira é uma conclusão de um trabalho que havia começado em 2007 com 15 páginas produzidas para o site do Museu Clube da Esquina http://museuclubedaesquina.org.br/ , este material inclusive, fará parte desse novo livro.
Contar "histórias" ligadas à tanta gente famosa e não famosa, capitaneadas pelo Milton Nascimento, não se trata de uma tarefa tão fácil assim, pois há milhares de "casos" e acontecimentos que sem dúvida, rendem boas sequencias de quadrinhos. Peneirar essa safra nova de histórias para juntar com as já produzidas anteriormente, deu um certo trabalho. No livro, optei em apresentar essa trajetória, sem uma linha linear de tempo e as histórias são contadas por alguns dos principais protagonistas desse momento tão rico para nossa música, como os poetas/letristas Fernando Brant, Marcio Borges e Ronaldo Bastos e alguns músicos como Lô Borges, Beto Guedes, Toninho Horta e Wagner Tiso.
Assim como na primeira fase desse trabalho, ou seja, as 15 páginas produzidas originalmente em 2007, o livro não foca sua atenção em casos envolvendo direta ou indiretamente Milton Nascimento, mas passeia por "aventuras" vividas pelos outros parceiros de música e letras do Bituca (Milton Nascimento) e gente, como disse anteriormente, desconhecida do grande público, como o caso da Dona Maricota, mãe de Marcio e Lô Borges, mas não menos influente dentro da história do Clube da Esquina. Há também as histórias das histórias que viraram músicas como o caso da Dona Olímpia, uma velha que perambulava por Ouro Preto nos anos 70 e que se tornou figura folclórica em toda Minas Gerais, e do famoso Beco do Mota em Diamantina, ponto de boêmia famoso por muito, muito, muito tempo.
Importante frisar que esse trabalho foi um dos selecionados no ProAC Quadrinhos do ano passado.
Nesse ano de 2011 em que dei um breve intervalo na produção da trilogia Yeshuah, produzindo a adaptação de "Auto da barca do inferno", e agora "Histórias do Clube da Esquina", lançar esse trabalho agora é antes de tudo uma forma de homenagear e agradecer essa rapaziada que muito me marcou e muito me influenciou, com suas músicas, com suas letras . Aliás, eu e um monte de gente do mundo todo.
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